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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Selton Mello e sua Tese Tarantinesca - Moscão Varejeira no Nerdcast

Há um certo tempo venho ensaiando um post sobre o curta escrito, dirigido, produzido e protagonizado pelo Selton Mello o "Tarantino's Mind - 300ml", mas seria pretensão minha tentar filosofar sobre este curta...

Pra quem não conhece, o curta é uma conversa entre o Selton Mello e o Seo Jorge sobre o Código Tarantino, uma suposição de que todos os filmes do Tarantino seriam apenas 1. Ele consegue conectar super detalhes em todos os roteiros...
Vale assistir aos 15 minutinhos do curta.



Hoje o Jovem Nerd liberou o Nerdcast especial Tarantino, pu-ta-que-o-pa-riu estava esperando por isso desde que comecei a ouvir estes caras.
Eles usam o curta do Selton Mello como base para comentar todos os filmes do Tarantino, inclusive sobre o Inglorius Basterd que foi lançado no Brasil na última semana...

QUE FILME!!!
Fui assistir na segunda-feira e caraca... valeu cada centavo!
Com Brad Pitt motherfucker como chefe do bando dos Bastardos o filme é tenso, recheado de diálogos tarantinescos em volta duma trama de vingança... Se passa na França da segunda guerra mundial tomada pelo Reich alemão.
O filme conta ainda com francesa do Kill Bill 1 (Julie Dreyfus), a loirinha que fez a Helena de Tróia e também a Lenda do Tesouro perdido (Diane Kruger), o eterno Austin Powers (Mike Myers - ele mesmo!) e uma austríaca no papel de Shoshanna (eita nominho estranho!).. Saiba mais sobre o filme aqui e veja o trailler aqui.

Vamos aos links:
Cartaz e Sinopse do filme no Cinema com Rapadura.
Informações e roteiro do Curta do Selton Mello no Porta Curtas.
Baixe o texto com os diálogos do curta aqui.
Nerdcast do Tarantino aqui (Mp3 aqui).
Rapaduracast do Tarantino aqui (Mp3 aqui).

Fica a dica mais que legal!!!

PS: Se você assistiu ao filminho e sabe o que quer dizer a gíria "Moscão - Varejeira" por favor me explique!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Tarantino e o alter-ego do Superman

Os roteiros do Tarantino são muito conhecidos pelos diálogos (ás vezes gigantes) que ele cria com parábolas, associações, viagens ácidas e por aí vai...

Quem assistiu a Cães de Aluguel e não se lembra da “explicação” do autor sobre a música da Madonna “Like a Virgin”?


Mas foi em Kill Bill Vol. 2 que um destes diálogos me chamou mais a atenção, o discurso de Bill mostrando a Beatrix Kiddo quem realmente ela era, que sua essência sempre seria a de uma assassina e não de uma mãe dedicada, esposa - dona de casa; um enorme monólogo Tarantinesco explicando como o Super Homem vê o ser humano.


Após atingir a “noiva” com um dardo com o “soro da verdade indiscutível” ele solta o verbo "Superman: alter-ego Clark Kent":

Como você já sabe, eu sou um amante de revistas em quadrinho.

Especialmente as que são sobre super-heróis, acho fascinante toda a mitologia que cerca os super-heróis.

Pegue o meu super-herói favorito: O Super-Homem.

Não é um gibi excepcional, não é tão bem desenhado, mas a mitologia...

A mitologia não é só ótima, como é única.

(...) agora, o principal na mitologia de um super-herói é que de um lado está o super-herói e do outro está o seu alter-ego.

O Batman na verdade é o Bruce Wayne, o Homem-Aranha na verdade é o Peter Parker. Quando ele acorda pela manhã, ele é Peter Parker; ele precisa vestir um uniforme para se tornar o Homem-Aranha.

E é nessa característica que o Super-Homem é único.

O Super-Homem não se transformou em Super-Homem, ele nasceu sendo o Super-Homem.

Quando o Super-Homem acorda pela manhã, ele é o Super-Homem, o seu alter-ego

é o Clark Kent. O seu uniforme com o "S" vermelho é a manta que ele estava usando quando os Kent o acharam. Aquela é a sua roupa!

O que o Kent usa, os óculos, seus trajes de homem de negócios, esse é o disfarce.

Esse é o disfarce que o Super-Homem usa para se misturar com a gente.

Clark Kent é como o Super-Homem nos vê.

E quais são as características do Clark Kent?

Ele é fraco, é inseguro de si mesmo, é um covarde.

Clark Kent é a crítica que o Super-Homem faz de toda a raça humana.

E então entra sua analogia:

Como Beatrix Kiddo e a Sra. Tommy Plimpton.

Enfim, chegamos ao ponto.

Você teria usado o disfarce de Arlene Plimpton, mas você nasceu sendo Beatrix Kiddo.

E a cada manhã que você acordaria, você ainda seria Beatrix Kiddo.

(...) Uma assassina por natureza, você sempre foi e você sempre será.

com um pouco de rancor...

Se mudando para El Paso, trabalhando em uma loja de discos usados, indo ao cinema com o Tommy, juntando cupons

Essa é você tentando se disfarçar como uma abelha operária, é você tentando se misturar com a colméia.

Mas você não é uma abelha operária. Você é uma abelha assassina.

E não importa quantas cervejas você tomaria, ou quanto churrasco você comeria, ou o quanto o seu traseiro engordaria nada no mundo mudaria isso.

E o tapão final:

Não me entenda mal...

Eu acho que você teria sido uma mãe maravilhosa.

Mas você é uma assassina!


Lá no fundo, este diálogo me deixa triste... pensativa.
A visão de Tarantino sobre o ser humano me faz meditar sobre a minha. Ainda não tenho certeza sobre o que eu vejo... não sei se gosto disto!


(tradução do diálogo retirada da legenda do filme - Screenshot do filme do Yakaboo)